Iniciativa propõe contato afetivo entre padrinhos e crianças e adolescentes que vivem em abrigos.

por Ato Solidário em 05/12/2013

No artigo “O afeto nosso de todos os dias”, Felipe Mello analisa a alma da palavra “afeto” e dá a ela os significados de “ir atrás”, “colocar-se em movimento” e “buscar o que se deseja”.

20131027_164311

Quem deseja se movimentar para doar afeto e ser afetado pode buscar no voluntariado uma oportunidade, especialmente atuando como um padrinho ou madrinha afetiva. É o que faz Janaína Reis, gerente de projetos TI, 31 anos, e seu marido Fernando Kitayama, administrador, 29 anos, no Abrigo Roberto Borghi. “Tem que fazer com o coração” é o que sugere, “Sou madrinha afetiva há dois anos. Vi uma oportunidade de ajudar individualmente e conversei com o meu esposo que também topou.”

Segundo a ONG Padrinho Nota 10 “Apadrinhar afetivamente uma criança é permitir que ela passe algum tempo com você, por alguns períodos, um dia da semana ou o final da semana, sem implicar qualquer vínculo jurídico”.

 

Presença

O padrinho não deseja adotar, e sim participar da vida da criança ou adolescente acolhido, estar presente em momentos especiais como na data do aniversário ou no dia das mães e ou dos pais, ajudar nas tarefas escolares, proporcionar a experiência da convivência familiar nos fins de semana e feriados e tornar-se um referencial de vida.

 1479587_765047506844141_936096562_n

Os projetos de apadrinhamento orientam a participação dos afilhados (as), assim como o papel dos padrinhos e madrinhas. “Desde que começamos a trabalhar com as crianças, imaginávamos que poderiam surgir situações que não saberíamos lidar, principalmente por não sermos pais e não estarmos acostumados com esse tipo de responsabilidade. Falamos sobre isso com a assistente social e a psicóloga do abrigo e o tempo todo elas nos orientam sobre como lidar com certas situações” disse Janaína.

 

Que tal afetar e ser afetado?

Conheça algumas entidades que promovem o apadrinhamento afetivo em São Paulo:

www.padrinhonota10.com.br

www.gaasp.org.br

 

Referência

Livro “interessados e interessantes”, de Felipe Mello.